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Por uma Educação Menos a Distância e Mais Online - parte 2




Fonte: elaborada pela autora.

O mapa conceitual apresentado acima, mostra que a educação a distância encontra-se no ciberespaço, na cibercultura e utiliza as tecnologia do virtual, a partir do uso de espaços digitais virtuais de aprendizagem, chamados de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Os AVAs são sistemas computacionais que proporcionam a aprendizagem online, e esta aprendizagem, mediada pelas tecnologias digitais de rede, ocorre a partir da interação, interatividade, colaboração e cooperação, entre professores-tutores e alunos virtuais. A aprendizagem online, assim como na educação presencial, também requer uma avaliação desta aprendizagem, que é diferente do processo de avaliação da aprendizagem em processo presencial.

A avaliação da aprendizagem de um estudante não é tema de discussões somente nos dias atuais. A avaliação da aprendizagem é um assunto amplamente discutido pela comunidade acadêmica, e que muitas vezes não se chega a consenso algum. De um lado, educadores defendem a metodologia de avaliação tradicional, por outro lado, educadores defendem uma maior flexibilidade na hora de avaliar o desempenho de um estudante. Essas metodologias são defendidas conforme as concepções epistemológicas e educacionais que cada educador traz consigo, desde a sua formação e de acordo com o que cada um acredita.

Na educação a distância, não seria diferente. Nesta modalidade de ensino, a avaliação é feita conforme o que se chama de Modelo de EaD da instituição. Isto é, cada instituição de ensino tem um modelo próprio de gestão da educação a distância, e neste modelo, as metodologias de ensino, aprendizagem, acompanhamento e avaliação, estão definidas.

Para atingir o objetivo deste estudo – o qual é discutir metodologias inovadoras para a educação a distância - faz-se necessário pensar em como os alunos virtuais aprendem em interação com as tecnologias digitais de rede e sobre a relação que existe entre o desempenho acadêmico dos estudantes e a importância da interação mútua e da docência mediadora em cursos nesta modalidade. 

Vambora ?
[]s

Comentários

  1. Olá, Cristiane!
    Sou Mauro Lorençatto, doutorando em Educação na UFRGS. Estou finalizando minha tese que trata do processo autopoiético de acadêmicos do curso de Pedagogia a Distância (PEAD/UFRGS). Meu foco de análise são as autonarrações de aprendizagens (webfólios).
    Eu gosto de debate a Educação online. Por isso, aceitei teu desafio para escrever o que penso da tua reflexão.
    Vamos lá... no geral, penso como tu. Apenas gostaria de trazer para a discussão a questão do ensino online que, no meu ponto de vista, é mais difícil "ensinar" online que "aprender" online, se é que me permite "separar": ensino e aprendizagem.
    A metodologia de ensino tradicional no Brasil prioriza a memorização e não a reflexão/pesquisa. Inclusive, os professores (maioria) da EAD tem formação presencial o que dificulta e inibe a formação online para a atuação online.
    Como o conhecimento é subjetivo, aprender dá mais resultado que ensinar online, pois o ensinar é para muitos diferentes e o aprender é para o um (subjetivo).
    Para continuarmos o debate esta pequena reflexão ajuda! Abraço e parabéns pelo mapa!

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    1. Oi Mauro ! Inicialmente, gostaria de agradecer as tuas reflexões frente ao meu convite para iniciar uma discussão. Compartilho contigo de que ensinar é mais difícil que aprender na modalidade online, porque não temos cursos de licenciatura que tratem da formação do docente para atuar em espaços virtuais - que forme o docente online.

      Então temos docentes que estudaram para atuar na modalidade presencial, e que "tentam" trabalhar com a educação online, o que não deixa de ser o meu próprio caso.

      Acredito que esse seja realmente um ponto essencial para se pensar em melhorias na educação a distância, por que não temos um curso de licenciatura para formar professores docentes para trabalhar em espaços virtuais online ?

      Ah, obrigada pelo elogio ao mapa, mas já te digo que andei mudando algumas coisas neste mapa :) abs. e vamos conversando.
      Cristiane Koehler.

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  2. Olá Cristiane e Mauro! Estou entrando para apimentar o debate :)
    Vou deixar algumas perguntas a partir do que o Mauro apresentou como ponto de vista:
    Se "a metodologia de ensino tradicional no Brasil prioriza a memorização e não a reflexão/pesquisa." e "[..]os professores (maioria) da EAD tem formação presencial" até esse ponto da história a maioria dos alunos não estaria "treinado" para a aprendizagem memorística? Será possível (a maioria) (d)os professores ensinarem de um jeito e os alunos aprenderem de outro? Afinal até chegarem na graduação eles tiveram esse tipo de aula/professor/aprendizagem, não tiveram? Por que seria mais fácil para uns do que para outros?
    Um carinhoso abraço e até breve!
    Nádie

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    1. Oi Nádie, também quero agradecer o teu comentário e dizer que depois das reflexões do Mauro, fiquei pensando seriamente, por que não temos ainda um curso de licenciatura para formar professores docentes que irão atuar com a educação online ? temos inúmeros cursos de licenciatura EAD para formar professores nesta modalidade, mas que atuarão com o ensino presencial e não com o ensino online. Concordas que este é um ponto importante para pensarmos ?

      Outro carinho abraço pra ti já com saudades mas te desejando muitas felicidades na nova caminhada.
      Cristiane Koehler.

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